Décadas

Dezembro 10, 2009

A arte de Pinho Dinis ao longo das décadas

 

 

Década de 50

 

Década de 70
Da nova figuração, disse Joaquim Tenreiro no “Mundo Português” do Rio de Janeiro:
Pinho Dinis mantém-se na tradição do homem Português que faz do seu trabalho intenso e quotidiano a mola mestra do seu avançar. Há na sua pintura de hoje uma temática coerente com a sua cerâmica, mas o que mais prende a atenção é exactamente o processo pictórico, a acção de pintar, desenvolta, limpa, ao serviço do tema sem indecisões“.


 

 

Década de 80
Joaquim Matos Chaves, crítico de arte e professor da Escola de Belas Artes do Porto, referindo-se á geometria:
Os seus óleos são uma manifestação admirável de como o cubismo pode ser lição sem ser receita e ainda pela organização da cor e pela sábia distribuição dos planos. Sua geometria é já em si simétrica“.

 

 

 
 

 

Década de 90
Do crítico e jornalista Mário Nunes, na revista “Artes Plásticas”:
Ao olharmos um quadro de Pinho Dinis, abarcamos na globalidade, a fulgurância da sua obra e sentirmo-nos agarrados ao seu conteúdo, suspensos da forma apresentada, cingidos ao motivo que evidencia, há um pendor intrínseco, uma expressividade pendular e uma essência intocável, que assinala uma força ciclópica, exalta uma essência avassaladora e devolve um estudo e uma pesquisa, constantes e inovadoras“.

 
 

 
 


Década de 00


 

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Curriculum

Dezembro 9, 2009

 

Pinho Dinis nasceu em Coimbra a 16 de Dezembro 1921, e aí faleceu, na madrugada de 03 de Setembro de 2007.
Após completar o Curso Geral dos Liceus em Coimbra (1934-42), frequenta os cursos nocturnos da Sociedade Nacional de Belas Artes,  em Lisboa (1946-48) com seu mestre o pintor Domingos Rebelo (1946-48), e o círculo artístico Mário Augusto (1948-50). Com viagens de estudo aos principais museus europeus e estágios em França, Itália e Espanha, as pesquisas de cerâmica com Américo Dinis em Coimbra, entre 1950 e 1953. Em 1954, estudou a técnica do fresco com o pintor Dórdio Gomes, na Escola de Belas Artes do Porto.

 
(pinturas (auto-retrato) de Domingos Rebelo)

Já em Coimbra, faz pesquisa de cerâmica com o seu  amigo Américo Diniz (1950-53).
A partir de 1954 estuda na escola de Belas Artes do Porto, encaminhado por Luís Reis Santos.
Estuda o fresco com o pintor Dordio Gomes na Escola de Belas Artes do Porto,

 

 

 
(imagem e pinturas de Dordio Gomes)

 

Incompatibilizado com a situação nacional, emigrou para o Brasil em 1957, embora continue a viajar periodicamente pela Europa a fim de contactar com os movimentos artísticos mais recentes. Ainda no Brasil participa em diversas manifestações de arte, nomeadamente no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro e na VII Bienal de São Paulo,  recebendo vários prémios pela sua obra.
 

 
(pinturas de Pinho Dinis)

Em 1975 regressa a Portugal. Integra inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal no Brasil e mesmo Galiza.  Trabalhou com arquitectos e decoradores com cerâmica e pintura, decorou o tecto do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro com figuras históricas.
Comemorando 30 anos de actividade artística, realizou uma grande exposição retrospectiva na Galeria de São Bento, Lisboa, que decorreu entre 8 de Maio e 13 de Junho de 1999. A 15 de Maio, foi homenageado em Seia, na abertura da I Exposição Colectiva dos Artistas Senenses. Nos anos seguintes, o artista de Coimbra participaria em diversos acontecimentos artísticos em Seia.

Em 2002, realizou na sala de exposições do Posto de Turismo de Seia uma exposição retrospectiva, integrada na ARTIS 1 – Festa das Artes em Seia, que decorreu entre 11 e 26 de Maio.

Sempre apaixonado por Coimbra, que envolveu na sua obra, participou activamente na vida cultural da cidade e foi presidente do MAC – Movimento Artístico de Coimbra. Participou também em diversos júris de selecção e premiação e influenciou de modo positivo a obra de jovens artistas, a quem nunca recusou uma orientação.

Em Novembro de 2005, já doente (Alzheimer), realizou a sua última exposição individual, “Desenhos e Guaches”, na Galeria Minerva, em Coimbra.

Do seu currículo fazem parte vários prémios e distinções recebidos no Brasil, entre os quais o prémio monetário do Salão Anual de Arte Moderna no Rio de Janeiro (1959), menção honrosa no Salão de Arte Moderna de Curitiba (1960), medalha de bronze no Salão Paulista de Arte Moderna (1961) e medalha de prata no Salão Anual de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1963).

Em 2001, recebeu a medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Coimbra.

A Câmara Municipal de Coimbra deu o seu nome à galeria da Casa Municipal da Cultura, que passou a designar-se Galeria Pinho Dinis em 2008.

Segundo Paulino Mota Tavares, um dos amigos fiéis do artista, “Pinho Dinis revela-se, neste lugar em que se cruzam a sabedoria e a imaginação criadora, como um singular artista da composição e do desenho.”

As tonalidades singulares e a homenagem feita às mulheres são as principais características distintivas da obra de Pinho Dinis, muito influenciada por Goya e Caravaggio, mas que percorreu vários universos da Arte Moderna, desde “uma figuração de contornos muito definidos e sombrios, próxima das preocupações neo-realistas desse período(…) (1), no início dos anos 50, os caminhos do abstraccionismo nos anos 60, o geometrismo e o neo-cubismo na década de 70, e o “conflito” entre um expressionismo “selvático” e a geometrização, que foi resolvido nos anos 80.

Dedicou-se ainda à cerâmica, na área do figurado e do objecto, realizando inclusive azulejos e painéis de cerâmica em colaboração com arquitectos e decoradores.

(1)-Maria João Fernandes, catálogo da retrospectiva na Galeria de São Bento, Lisboa, 8 de Maio a 13 de Junho de 1999).

 

 

 

“O teu menino é d’oiro”, óleo s/tela, 2000

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EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

 

Instituto de Cultura Italiana – Lisboa, 1951
Galeria Primeiro de Janeiro – Coimbra, 1951
Galeria António Carneiro – Porto, 1952
Galeria Primeiro de Janeiro – Coimbra, 1952/53
Sociedade Nacional de Belas Artes – Lisboa, 1953
Galeria António Carneiro – Porto, 1955
Salão Silva Porto – Porto, 1956
Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, 1958

Galeria o “Fado” – Rio de Janeiro, 1964
Universidade do Espirito Santo – Vitória, 1965
Univ. Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, 1966
Liceu Literário Português – Rio de Janeiro, 1966
Galeria Gâvea – Rio de Janeiro, 1967
Galeria Tijucana – Rio de Janeiro, 1968

Galeria Abitare – Rio de Janeiro, 1972

Exp. Patrocínio:  Movimento Artístico de Coimbra (MAC)-1980
Galeria Peninsular – Figueira da Foz, 1980
Museu Tavares Proença – Castelo Branco, 1981
Galeria 5 – Coimbra, 1987
Galeria Roca – Marinha Grande, 1988
Galeria Espaço 55 – Figueira da foz, 1988
Galeria 5 – Coimbra, 1989

Galeria Vandelli – Coimbra, 1990
Galeria Belgaia – Castelo Branco, 1991
Galeria Horizonte – Figueira da foz, 1992
Galeria Época – Guarda, 1992
Galeria Maria Lamas – Torres Novas, 1993
Galeria Grão a Grão – Figueira da foz, 1993
Galeria Casa Alemã – Coimbra, 1993
Galeria do Casino – Figueira da foz, 1994
Galeria Roca – Marinha Grande, 1994
Galeria Torre D’Anto – Coimbra, 1994
Galeria Santa Clara – Coimbra, 1995
Museu da Cidade – Coimbra, 1996
Galeria IB – Pombal, 1996
Museu Municipal – Matosinhos, 1996
Museu Municipal Dr. Santos Rocha – Figueira da foz, 1996
Galeria Augusto Bhértolo – Alhandra, 1996
Exposição em Gondomar, Auditorio Municipal, Fevereiro 1997
Museu de Alhandra. Casa Dr.Sousa Martins, 1997
Galeria Época – Guarda, Abril 1998
Galeria São Bento – Lisboa, 1999
Casa Municipal da Cultura – Coimbra, 1999
Galeria Arte Vária – Coimbra, 2000
Museu Municipal da Lousã – Prof.Álvaro Viana de Lemos – Lousã, 2000

2009, Janeiro – Casa Municipal da Cultura

 

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS: PORTUGAL

Círculo Artístico Mário Augusto – Lisboa, 1949/50
Sociedade Nacional de Belas Artes – Lisboa, 1952
Clube Naval Povoense -Póvoa de Varzim, 1957
Pintura Moderna – Amarante, 1957
XII Exp.Arte Contemp.dos Artistas do Norte – Porto, 1957
Coope.Árvore-II Exp. Nac.Pequeno Formato- Porto, 1989
Casino Estoril – Homenagem a Luis Dourdil, 1991
Várias Exposições do MAC, 1991
Expo 92 – Sevilha, Organização C.C. Região Centro
Exposição “O Papel”, S.N.B.A. – Lisboa, 1993
Castelo Souto Maior – Galiza, 1995
I Encontro de Pintura Contemporânea Cernache, 1996

 

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS: BRASIL

Soc. Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, 1958/72
Salão Mãe e a Criança-Esc.Arte Brasil-Rio Janeiro, 1958
Salão Municipal de Belo Horizonte, 1959/60
Salão Arte Moderna de Cultura – Paranã, 1960
Salão Museu Arte de Porto Alegre – Organizado pelo grupo
                                                 dos Amigos da Arte – 1961
Salão Paulista de Arte Moderna – São Paulo, 1961/62/63
VII Bienal de São Paulo – São Paulo, 1963
Salão Anual de Brasilia – 1966
1ªFeira de Arte no Museu Arte Moderna – Organizado pela
          Associação dos Artistas Plásticos – Rio Janeiro, 1968
2ª Feira de Arte – idem, 1970

 

TRABALHOS EM COLABORAÇÃO COM ARQUITECTOS

Trabalhou com arquitectos e decoradores colaborando na decoração de residências particulares com azulejos e paineis de cerâmica.
Decorou o tecto do real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro com figuras históricas (1967)

 

PRÉMIOS E DISTINÇÕES

Prémio Monetário no Salão Anual da Arte Moderna no Rio  de Janeiro, 1959
Menção honrosa no Salão de Arte Moderna de Curitiba, 1960
Medalha Bronze no Salão Paulista Arte Moderna – S.P., 1961
Medalha Prata e isenção de Juri no Salão Anual  Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963
Favoráveis referências críticas dos jornais Diário Popular, Diário de   Coimbra,    Comércio   do  Porto,   Primeiro   de   Janeiro, República,   Jornal de Notícias,   La Revue Moderne de Paris e diversos jornais Brasileiros.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

Indicações biográficas no “Dicionário das Artes Plásticas” de Fernando Pamplona (Portugal), na “Enciclopédia Barsa” e no “Dicionário de Artes Plásticas” de Roberto Pontual e Carlos Cavalcanti (Brasil)

 

REFERÊNCIAS CRITICAS

Década de 50
Mário Oliveira
Pintor romântico de Coimbra de fina sensibilidade na captação das atmosferas e onde a cor é sempre tratada com pureza límpida e transparente.

Década de 60
Geraldo Ferraz (critico “Estado S.Paulo” sobre a VII Bienal de S.Paulo)
Há artistas que se limitam quase sem tema a um tratamento e conseguem resultados que o ensinamento de Maurice Denis, como nunca está patente: o caso de Pinho Dinis ilustra esta tentativa. Nele o activo colorido vale tudo.

Década de 70
Joaquim Tenreiro (“Mundo Português” do Rio Janeiro)
Pinho Dinis mantém-se na tradição do Homem Português que faz do seu trabalho intenso e quotidiano a mola mestra do seu avançar. Há na sua pintura de hoje uma temática coerente com a sua cerâmica, mas o que mais prende a atenção é exactamente o processo pictórico, a acção de pintar, desenvolta, limpa, a serviço do tema sem indecisões.
Dr. Joaquim Matos Chave
Os seus óleos são uma manifestação admirável de como o cubismo pode ser lição sem ser receita e ainda pela organização da cor e pela sábia distribuição dos planos. Sua geometria é já uma estética.
Arquitecta Brasileira Dinaise Vieira
Pintura cósmica, do negro infinito saindo luz, abrindo em cores, revelando volumes, nascendo em vultos.

1996 !
António Augusto Menano
As mulheres habitam as telas erguem o espaço do silêncio, força secular feita de ventos suaves e gestos inscritos, o negro com sabor a terra.

 


Motivos

Dezembro 9, 2009
Apenas porque me apetece escrever e incluir neste blog…
 
1. Até encontrar tema mais interessante a página será escura e em tons de AZUL. Porque quando era muito novo vi o meu Avô a pintar um dos seus quadros em pontilhismo, totalmente em tons de azul, sem traço inicial de referência, uma paciência extrema e sem qualquer correcção. Algo que me inspirou durante muitos, muito anos.
 

Nova página Oficial

Dezembro 9, 2009
A página original estava direcionada para: http://www.geocities.com/pedropereira.geo/pdinis/pdinis.htm mas porque o servidor Geocities fechou, foi eliminada tal como milhões de páginas.
Como neto de Pinho Dinis, sinto-me no dever de continuar uma Página Oficial, e prolongar a memória de um grande pintor.
 
Acrescento que fiz várias tentativas de incluir tal página na Wikipédia, mas aparentemente recusaram o conteúdo porque um determinado senhor Daimore o marcou como inapropriado! Depois de mais 3 horas a fazer a página, eliminarem sem sequer darem satisfação é muito desagradável. Não perguntem, não faço ideia porquê, mas parece que à coisas que "incomodam"!! Gostava era de saber o que faz desse Sr. Daimore dono e senhor da Wikipédia!! Depois admiram-se de estar abandonada!!
 
Aqui fica toda a informação que eu tiver, aos poucos…
Qualquer informação/fotos, etc que gostassem de ver incluída por favor enviem para pinhodinis@hotmail.com